Revista BGA





(05/07/2010) EXPANÇÃO: Economistas elevam pela 16ª vez previsão de alta do PIB

Na primeira pesquisa Focus realizada pelo Banco Central (BC) após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação na semana passada, o mercado financeiro elevou mais uma vez as previsões de expansão da economia brasileira em 2010. Na pesquisa, analistas aumentaram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,13% para 7,20%, na 16ª alta consecutiva das estimativas. Há um mês, o mercado previa expansão de 6,60%. Apesar do otimismo com o ritmo em 2010, a previsão para 2011 não foi alterada: analistas mantiveram a aposta de que a economia deve crescer 4,50% no ano que vem. Essa previsão é mantida há 30 semanas. Para o mercado, o segmento industrial vai liderar a expansão da economia. Na pesquisa, foi ajustada a previsão de expansão da produção industrial em 2010, com leve recuo de 11,94% para 11,91%, ante 11,34% de um mês antes. Para 2011, foi mantida, pela 18ª semana seguida, a previsão de que o setor industrial vai crescer 5%. O levantamento do BC também mostra que a mediana das previsões para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2010 seguiu em 41%. Para 2011, o número permaneceu em 39,50%. Há um mês, analistas previam 41% e 39,70% em cada um dos dois anos, respectivamente. IPCA O mercado financeiro manteve a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 em 5,55%. Há um mês, analistas previam alta maior, de 5,64% para o índice oficial de inflação. Para 2011, a mediana seguiu em 4,80%, pela 12ª semana seguida. Nos dois casos, a estimativa do mercado é superior ao centro da meta de inflação, que é de 4,50% para os dois anos. No grupo dos analistas que mais acertam as projeções na pesquisa do BC, o chamado Top 5, a mediana para o IPCA em 2010 permaneceu em 5,48% no cenário de médio prazo. Para 2011, a expectativa manteve-se em 5,32%. Há um mês, o grupo previa inflação de 5,51% para 2010 e de 4,70% para 2011. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a estimativa para o IPCA em junho de 2010 caiu pela quarta semana seguida, e passou de 0,14% para 0,12%. O número atual é menos da metade do previsto há quatro semanas, quando estava em 0,30%. Para julho, a expectativa recuou de 0,26% para 0,25%, ante 0,30% de um mês atrás. A pesquisa também mostrou que a previsão de alta para IPC-Fipe em 2010 recuou de 5,29% para 5,24%, ante 5,40% de quatro semanas antes. Para 2011, a estimativa permanece em 4,50% há 24 semanas. IGPS As estimativas do mercado financeiro para os IGPs voltaram a cair na Focus. A mediana das previsões para o IGP-DI em 2010 recuou de 9,05% para 9,03%, na terceira redução seguida. Apesar da sequência de quedas, a previsão ainda está maior que a vista há um mês, quando estava em 8,76%. Para o IGP-M, a previsão caiu de 9,08% para 9,00%. Há um mês, o número estava em 8,84%. Para 2011, nada mudou em relação à semana passada. A expectativa para o IGP-DI seguiu em 5% pela nona semana consecutiva. Para o IGP-M, a mediana das previsões permaneceu em idênticos 5% pela sexta semana seguida. Para os preços administrados - as tarifas públicas - a expectativa dos agentes seguiu pela quinta semana em 3,60% para 2010. Para o ano seguinte, a expectativa manteve-se em 4,80% pela segunda semana seguida. CÂMBIO Nada mudou nas previsões do mercado financeiro para o comportamento do câmbio. No levantamento, a mediana das estimativas para o dólar no fim de 2010 seguiu em R$ 1,80 pela 15ª semana consecutiva. Para 2011, a previsão manteve-se em R$ 1,90. Há um mês, o número estava em R$ 1,85. Para as taxas médias de câmbio no decorrer de 2010, foi mantida a previsão de R$ 1,81 pela quarta semana seguida. Para 2011, a estimativa seguiu em R$ 1,83. Quatro semanas atrás, as estimativas estavam em R$ 1,81 e R$ 1,84, respectivamente. Contas externas - Os analistas reduziram a previsão de déficit das transações correntes em 2010 e em 2011. De acordo com a pesquisa, a mediana das estimativas para o rombo das contas externas neste ano caiu de US$ 47,78 bilhões para US$ 47,00 bilhões. Para o ano que vem, o ajuste foi de US$ 58,00 bilhões para US$ 57,00 bilhões. Há um mês, o mercado esperava déficit de US$ 48,50 bilhões e US$ 57,97 bilhões, respectivamente. Para a balança comercial, foi elevada a previsão de superávit em 2010, de US$ 15,36 bilhões para US$ 15,72 bilhões. Para 2011, a estimativa de saldo positivo aumentou de US$ 7 bilhões para US$ 7,83 bilhões. Quatro semanas atrás, as estimativas estavam em, respectivamente, US$ 15 bilhões e US$ 5,23 bilhões. Na mesma pesquisa, o mercado repetiu a previsão para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Para 2010, o número seguiu em US$ 35 bilhões, ante US$ 36,5 bilhões de um mês atrás. Para 2011, a previsão manteve-se em US$ 40 bilhões pela 23ª semana consecutiva.

Fonte: Agência Estado

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